Arte e Tecnologia: A combinação aproxima o público?

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Há quem diga que as inovações tecnológicas, sobretudo após o aparecimento dos computadores e da internet, deixaram o público mais distante da arte. Porém, recentes pesquisas comprovam o contrário. Após um hiato cultural, os brasileiros estão frequentando cada vez mais exposições de artes, apresentações de dança e peças teatrais.

Desde os mais remotos tempos, a arte está intimamente ligada à tecnologia, se calçando nela para evoluir e, ao mesmo tempo, acompanhar as mudanças da sociedade. As primeiras representações artísticas foram as pinturas rupestres, desenhos em cavernas, que representavam a vida dos homens que viveram nas eras paleolíticas e neolíticas. Outro tipo de arte, o teatro, foi concebido na Grécia Antiga e se baseava em encenações de tragédias e mitos culturais em praças públicas.

 A invenção do papel e constante melhoria do material foi de grande valia para os artistas visuais, que tiveram acesso à melhores telas e acessórios. Passaram, assim, a representar a vida e os ideais da época de maneira mais fiel. Além disso, outro tipo de arte, a textual, foi inventada. Deste modo, as histórias que eram contadas boca-a-boca foram registradas em livros, sendo distribuídos e difundidos para uma quantidade maior de pessoas.

A partir deste momento, várias inovações tecnológicas foram descobertas e novos tipos de arte surgiram. Pontuamos uma série: o rádio e, com ele, a difusão da arte musical, novas técnicas de pintura e qualidade do material, o jornal e até revistas que por sua vez, promoveram a difusão de eventos artísticos.

Uma inovação muito importante e que se insere bastante no momento em que vivemos é o surgimento de câmeras e do cinema. Os irmãos Lumierè desenvolveram uma técnica capaz de unir a captura imagem e histórias que eram representadas nos teatros. Ela proporcionou o transporte de culturas para o mundo todo, de forma visual, angariando uma infinidade de fãs ao redor do globo.  Outrora rudimentar, hoje é uma das indústrias que mais movimenta dinheiro por onde passa, sem nunca deixar o papel inovador de lado. Destacam-se: imagens em 3D, efeitos visuais cada vez mais apurados, realidade aumentada, melhores efeitos de imagem e som, dentre outros. Do cinema veio a televisão, que permitiu o surgimento de outros tipos de arte, como as novelas e séries, e os mais diversos programas.

A internet, por fim, é a forma mais democrática de compartilhamento de informações. Muitos artistas veem em websites e nas redes sociais um método eficaz para a divulgação dos trabalhos. Além disso, a comunicação fácil e rápida que essa ferramenta promove permite com que mais pessoas tomem conhecimento de eventos de cunho artístico, gerando maior engajamento, inclusive.

Por mais que muitos tentem afirmar que as novas tecnologias estão matando a arte genuína, é importante salientar que não existe uma “verdadeira arte”. Ela é mutável e se molda à sociedades, costumes, crises etc. A tecnologia sempre esteve conectada a ela e hoje experimenta o ápice dessa interligação. Shows com aparatos mega modernos, filmes com efeitos especiais de cair o queixo, peças de teatro que fazem chover na plateia e exposições de artes interativas são exemplos da interferência da tecnologia nas artes. Fica a pergunta: será que todas essas novidades afastam o público da arte ou o aproxima mais?