A criança tecnológica

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Ser criança nunca foi tarefa fácil. Além de conciliar atividades como estudar, comer, dormir e, sobretudo, brincar, os pequenos sempre foram termômetro para o teste de algumas inovações tecnológicas. Seja pela mente livre de preconceitos – ou com menos preconceitos que a dos adultos –, a fácil capacidade de convencimento ou até mesmo a rápida difusão de ideias e manias entre membros do mesmo grupo.

A difusão dos meios de comunicação, como a televisão e o rádio, é um exemplo no qual as crianças participaram ativamente, juntamente com as donas de casa. Movidas, principalmente, pelos shows de calouros e artistas com belas vozes ou belos rostos, as crianças levaram os pais a conhecerem e a admirarem essas novidades. O poder de influência foi tão grande que, com o passar dos anos, foram desenvolvidas programações dedicadas exclusivamente a elas.

O mesmo ocorreu com o videogame, plataforma de jogos na qual o usuário projeta na televisão movimentos que faz em um controle remoto. Nos anos 80, o primeiro console virou febre entre as crianças da época, que imploravam aos pais um exemplar e também o jogo da moda. Os adultos normalmente torciam o nariz para essa ideia, mas, logo se conformaram, já que, além da insistência dos filhos, o aparelho também trazia para dentro de casa aqueles que estavam acostumados a passar a maior parte do dia fora. Tal feito é repetido até os dias de hoje, porém os videogames atuais são bem mais desenvolvidos que os do passado, utilizando técnicas jamais imaginadas pelas crianças de 1980.

Hoje, os jovens têm acesso a uma gama muito maior de novidades tecnológicas e numa velocidade muito maior do que jamais experimentada. Os computadores, responsáveis pela febre dos anos 1990 e 2000, hoje são obsoletos. Eles somente os utilizam para realizar trabalhos escolares e jogar jogos – numa função semelhante aos videogames. A função deles foi quase substituída pelos smartphones, cada vez mais modernos e cada vez mais comuns entre pessoas desta faixa etária.

Assim como ocorreu com os videogames, há uma intensa discussão entre os pais no que tange a utilização de novas tecnologias, como celulares e tablets, pelos filhos. Fato é que não adianta distanciar as crianças das inovações: elas serão atingidas de qualquer maneira, seja por meio da internet, de colegas de classe ou até mesmo na rua. Os adultos têm é que saber medir até quando é saudável liberar o acesso da criança à tecnologia, criando horários específicos para cada função de seu cotidiano.