A MULHER NA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

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A carreira de desenvolvedor de softwares é a mais rápida da América Latina. Até 2019, prevê-se que haverá uma escassez de 450.000 profissionais de tecnologia da informação e que até 2025 a região precisará da experiência de 1.25 milhões de pessoas do ramo. Apesar da importância deste campo e do crescimento impressionante que está exibindo, as mulheres são ainda subaproveitadas.

Um relatório do Banco Interamericano de Desenvolvimento publicado em 2014 fala sobre este problema. Foi relatado que na América Latina, 60% dos diplomados de instituições de ensino de graduação eram mulheres, no entanto, em campos STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), essa porcentagem é reduzida para 36%. Existe uma dificuldade notável para envolver as mulheres no campo da tecnologia e obstáculos ainda maiores para ajudá-las a atingir posições de liderança. Os entraves que as mulheres enfrentam no mundo da TI não são diferentes do que enfrentam na vida cotidiana. A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe forneceu uma estimativa de que 40% das mulheres nesta área sofreram violência de gênero em algum momento de suas vidas. Esta discriminação está presente na maioria dos campos, mas é particularmente marcada neste segmento.

O futuro das mulheres na tecnologia, no entanto, acena para uma grande melhoria. Várias organizações estão se preocupando em alocar mulheres na indústria de TI e aproveitar esta base de talentos pouco apreciada. Elas estão trabalhando juntas para incentivar que pessoas do gênero feminino aprendam as habilidades necessárias para serem imprescindíveis em altos cargos de TI. A Laboratoria é uma empresa social que opera no Peru e no Chile oferecendo cursos de codificação para jovens de 18 a 35 anos. O programa tem uma taxa de colocação de 70% em relação a empregos de TI e já formou mais de 400 mulheres. A ThoughtWorks, cuja sede na América Latina está localizada no Brasil, é uma empresa especializada na produção de software inovadores e aplicações personalizadas. Esta empresa compartilha o desejo de ver as mulheres participarem mais ativamente do mundo de TI, ajudando a integrá-las na força de trabalho e colocando grande ênfase na diversidade dentro da organização. Entre 2010 e 2015, o número de mulheres que ocupam funções tecnológicas na empresa aumentou de 17% para 32%. O Diretor de Tecnologia também presta consultoria para várias organizações que querem se engajar no aumento da mulher em ambientes de TI.

Apesar da resistência que as mulheres têm sofrido no campo da tecnologia da informação, estão sendo tomadas medidas para aproveitar ao máximo os talentos e habilidades que elas possam contribuir para a força de trabalho. Muito progresso ainda precisa ser feito, mas diversas organizações estão preparando o caminho para isso.