O ESTADO DA ARTE EM IMPRESSÃO 3D

Blog - O ESTADO DA ARTE EM IMPRESSÃO 3D-01

por Antonio Fonte

Recentemente, Valérie Brosseau chamou nossa atenção para o uso social da impressão 3D e para o belíssimo trabalho que a E-nable.org realiza com esta tecnologia.

Apesar desta emocionante aplicação, a impressão 3D ainda está longe de causar um impacto maior na economia e vida das pessoas por 2 motivos principais: baixa velocidade de produção, que pode chegar a horas em objetos mais complexos, e o limitado conjunto de materiais que podem ser usados como matéria prima.

Os que presenciam estes equipamentos em ação notam que o objeto 3D é produzido pela deposição de finas camadas em cima de finas camadas de material plástico pulverizado através do “cabeçote de impressão”, num processo denominado “estereolitografia”. Ele também usa luz UV para ligar quimicamente e endurecer o plástico, processo este que é inerentemente lento.

Existe, no entanto, uma startup denominada CARBON, que virou o processo de impressão 3D de ponta cabeça e já recebeu cerca de USD 220 milhões em investimentos. Na CARBON, o processo de estereolitografia é feito projetando sucessivas imagens com luz UV pelo cabeçote de impressão em cima de um banho de material plástico de onde cresce e aparece o objeto “impresso”.

Este processo é mais rápido do que o anteriormente descrito e já tem sido usado industrialmente por várias empresas. Ele foi livremente inspirado, de acordo com os inventores Joseph DeSimoni e Alex Ermoshkini, pela cena do filme O Exterminador do Futuro 2 na qual o robô humanoide T-1000 surge de uma poça de um material liquido metálico.