A PRESERVAÇÃO DE CULTURAS ANTIGAS COM A COMPUTAÇÃO EM NUVEM

Blog - A PRESERVA

por Valerie Brosseau

Frequentemente, pensamos na tecnologia como a antítese da arte e cultura. É fácil pensar que a urgência da tecnologia não se presta à criação árdua e cuidadosa da arte, nem da preservação do patrimônio cultural. A tecnologia é direta e progressiva. Pensamos nela no âmbito das comunicações, saúde, engenharia, etc., áreas que estão evoluindo rapidamente. A arte e a cultura se desenvolveram durante milênios, em um progresso muito orgânico. Apesar disso, estamos assistindo cada vez mais projetos criados com o cruzamento da arte, cultura e tecnologia.

Por exemplo, a computação em nuvem foi usada recentemente em um esforço para preservar a cultura na Região Autônoma da Mongólia Interior da China. A língua Mongol é falada por mais de 7 milhões pessoas e também é um dos idiomas oficiais de algumas partes da China, juntamente com Mandarim Chinês. Por ser culturalmente significativo para essa demografia, foi importante anotar e preservar o idioma, uma oportunidade perfeita para mostrar novas tecnologias para criar uma solução.

Um banco de dados foi criado contendo mais de 19 milhões de palavras e frases. O programa baseou-se na tecnologia de computação em nuvem. Essa região da China determinou que as indústrias de big data e de computação em nuvem são os principais atores no desenvolvimento da área e prevê que até 2020, estas indústrias valerão mais de 100 bilhões Yuan (14,5 bilhões US Dólares).

A computação em nuvem tem permitido a criação e armazenamento de dados da língua na Região Autônoma da Mongólia Interior da China e criou um programa que pode ser facilmente acessado com segurança. A preservação da língua Mongol é importante tanto para uma compreensão melhor da região, quanto para educação das gerações futuras, tudo isso possível graças à ajuda da tecnologia.